Poetas da Luna

da Luna, da lua, da rua...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

um rato dorme no
sapato da entrada da casa

contrato nosso:

desde quando o homem criou
sapatos

desde quando o primeiro homem
achou legal tirar seus únicos sapatos

e que os ratos adormeceram: um
olho aberto e o outro fechado

o descanso de abrir
os dois
como suposição quase
certa
Postado por Silvério Bittencourt às 20:34
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